Sempre olhei para o mundo um pouco mais de cima. Com +1.90m de altura, a vida dá-te algumas vantagens, mas rouba-te um dos prazeres mais básicos: vestir uma t-shirt que simplesmente te fique bem.
Cresci habituado ao compromisso. Se a t-shirt servia de ombros, parecia um crop top. Se o comprimento era o certo, parecia um balão. Nunca havia o meio-termo perfeito. E enquanto eu lutava contra as etiquetas XL e XXL das lojas normais, encontrava o meu equilíbrio noutro lado: na música.
A música era a fita métrica da minha vida. O hip-hop português, os beats do Sam the Kid, o soul vibrante dos Moloko, as guitarras rasgadas dos Alter Bridge. Para mim, uma t-shirt nunca foi apenas um pedaço de tecido de algodão. Era uma tela onde nós colávamos as nossas identidades e as nossas memórias.
Um dia, ao olhar para uma velha t-shirt encolhida, dei por mim a pensar: "Naquela altura, eu ouvia isto e sentia-me o dono do mundo." Foi aí que a ideia bateu, como um acorde perfeito. A Naquela Altura não nasceu apenas para vestir homens com mais de 1.90m. Nasceu para resgatar essas memórias.
1. O Fit: Fui ao Norte de Portugal, o berço do têxtil. Trabalhei para desenvolver o "Tall Fit" perfeito. Uma malha densa e um corte desenhado de raiz: mais 10 a 15 centímetros de comprimento, com um cair arquitetónico.
2. O Som: Em cada peça, um QR code escondido. Quando o lês com o telemóvel, ele leva-te diretamente para a música que inspirou a t-shirt. É uma viagem instantânea no tempo.
O logótipo da marca (o "N" estendido sobre o "A" longo) é um tributo a isso mesmo: a fundação sólida do nosso passado e a altura imponente com que encaramos o presente.
Naquela Altura, a música dizia tudo o que precisávamos. Hoje, tu podes vesti-la e, finalmente, sentir que a roupa te serve.